Ontem foi dia de fazermos obra na casa do Senhor.
Eis o que diz o Senhor dos exércitos: este povo diz: não é ainda chegado o momento de reconstruir a casa do Senhor.
E a palavra do Senhor foi transmitida pelo profeta Ageu: É então o momento de habitardes em casas confortáveis, estando esta casa em ruínas?
Eis o que declara o Senhor dos exércitos: considerai o que fazeis!
Semeais muito e recolheis pouco; comeis e não vos saciais; bebeis e não chegais a apagar a vossa sede; vestis, mas não vos aqueceis; e o operário guarda o seu salário em saco roto!
Assim fala o Senhor dos exércitos: refleti no que fazeis!
Subi a montanha, trazei madeira e reconstruí a minha casa; ela me será agradável e nela serei glorificado, - oráculo do Senhor. (Ageu1: 2-4)
Dia de Glória!
domingo, 18 de março de 2012
quarta-feira, 14 de março de 2012
Tempo de Caminho
Em Dezembro, celebrámos o nascimento de Jesus, início de todo o nosso processo de salvação. Caminhamos agora, no correr do calendário, para a Páscoa, celebração da Ressurreição de Jesus, a Sua vitória sobre a Morte, levando à humanidade salvação e a libertação do pecado.
A celebração da libertação do Egipto, festejada pelo povo de Israel mas também e ainda a celebração da liberdade que nos foi dada por Deus, através de Seu filho. É, pois, um tempo em que estamos alegremente ansiosos pela celebração que se aproxima, qual expectativa de crianças em véspera de festa.
Mas, estes dias que separam o Carnaval da Páscoa, não deixam de ser um mês de preparação e um caminho de purificação.
Também Jesus, depois de receber o espírito, através do baptismo por seu primo João (Mts 3: 13-17), e antes de nos revelar a salvação, passou 40 dias e 40 noites no deserto, onde jejuou e venceu as tentações do diabo, preparando-se para a Sua missão (Mts. 4: 1-11).
Tomando a Jesus como nosso modelo de cristãos evangélicos, e à Sua semelhança, este é, igualmente, um tempo em que podemos jejuar. Sobretudo, mais do que jejuar na alimentação, jejuar do mundo e das suas tentações de vida fácil e do consumismo, resultado da exploração do homem pelo homem, de vidas sem Deus.
Jejuar das nossas comodidades para, por um lado, melhor apreciarmos as graças que Deus derrama sobre quem está com Ele, seguindo a Sua Palavra e cumprindo a Sua Vontade, e pelo outro, ser um exercício de renúncia em favor do próximo, repartindo com ele, alegre e generosamente, aquilo de que nos privamos na nossa abundância, sobretudo agora em tempos de crise, onde se impõe, mais do que nunca, o amor pelos que sofrem, lembrando que Deus, rico em misericórdia, poderosamente faz abundar em cada um de nós segundo as nossas boas obras (2 Cor. 9 :8-9).
Jejuar, ainda, dos "esquemas" de enriquecimento rápido com que tantas vezes somos tentados, esquecendo o lema do Salmo 128: "Em Deus, vivendo do nosso trabalho". Porque em preparação para a celebração da Páscoa, é tempo de olharmos para dentro de nós mesmos e atiçarmos a nossa consciência, iluminados pelo Espírito Santo.
É um tempo rico para, em quebrantamento, fazermos um vazio nos nossos corações, afim de permitirmos que Deus os encha com a Sua presença, afastando de nós tudo o que nos afasta d'Ele.
segunda-feira, 5 de março de 2012
Cuidar com sabedoria
A parábola das dez virgens que Jesus contou (Mt. 25: 1-13) é uma bonita passagem do Novo Testamento que deve ser considerado como um aviso para todo o cristão, afim de que se prepare, porque nunca se sabe "nem o dia, nem a hora".
Peter von Cornelius, Öl auf Leinwand, 1813–19, Düsseldorf, Kunstmuseum As dez virgens.
Se Jesus quis com esta parábola alertar para a necessidade de o cristão estar sempre preparado para o momento do chamamento ou da segunda vinda do Senhor, não menos deixa de alerta para a necessidade de cada um de nós termos a sabedoria para cuidarmos devidamente da nossa vida espiritual e, por acréscimo, da nossa vida material, de forma a que, enfrentando as adversidade animados pela Fé, possamos dar testemunho vivo da glória de Deus.
Vivemos em Portugal, e de um modo geral em toda a Europa, momentos de grande desafio, que exigem de cada um de nós - que aceitámos a Jesus em nossas vidas - não o reclamar contra esta situação, como faz o mundo, mas qualquer coisa de diferente, qualquer coisa que marca a diferença entre o cristão e o mundo.
Tal como o povo de Israel foi levado para o deserto, após a saída do Egipto, para conhecer o que era a privação, depois da abundância na terra dos faraós (Nm, 13: 1-23), assim nós estamos a passar por uma experiência semelhante, em que possamos apreciar o que Deus nos dá e sentirmo-nos eternamente gratos pelas Suas graças. E gratidão implica humildade, dois valores interligados e de que tantas vezes nos esquecemos.
Porém, é sendo humilde e obediente à vontade de Deus, que cada um de nós alcança a sabedoria divina (1Rs 3: 7-14 e Dn. 2: 20-23). A sabedoria das cinco virgens que tomaram mais azeite do que aquele que era estritamente necessário para alimentar as lâmpadas enquanto esperavam pelo seu noivo. Esta sabedoria é a entrega das nossas vidas a Jesus, na certeza de que, através dele, temos o poder de Deus (Jo 14: 13-14). E cuidando desta forma das nossas vidas, dentro do cumprimento da vontade de Deus, podemos ter a certeza de que venceremos os "gigantes de Enac" e ainda podemos cumprir com outro preceito da vontade de Deus: se somos agraciados com a abundância é agora, mais do que nunca, que devemos "esforçar a mão do pobre" (Ez 16: 48-49), porque o Amor é grato aos olhos do Pai.
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